Os Tipos Comuns de Transtornos de Ansiedade que Podem Afetar as Pessoas

Transtornos de Ansiedade

Resumo da matéria -

  • O transtorno de ansiedade generalizada (TAG) é uma doença crônica na qual os pacientes frequentemente sentem medo e frequentemente se preocupam com aspectos da vida, como saúde, dinheiro, família, trabalho ou escola
  • Fatores como experiências negativas (intimidação, rejeição ou humilhação), traços de personalidade (ser introvertido ou tímido), novas exigências sociais ou de trabalho ou problemas de saúde subjacentes que podem chamar atenção podem desencadear transtornos de ansiedade social
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O termo “ansiedade” não se refere apenas a um tipo de doença. Na verdade, abrange uma variedade de doenças que podem afetar pessoas de maneiras diferentes.

Aqui estão os tipos mais comuns de distúrbios de ansiedade potencialmente incapacitantes.

Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) ou Ansiedade de Flutuação Livre

Transtorno de ansiedade generalizada (TAG) ou Ansiedade de Flutuação Livre é uma doença crônica na qual os pacientes geralmente sentem medo e frequentemente preocupam-se com aspectos da vida, como saúde, dinheiro, família, trabalho ou escola.

Embora seja normal preocupar-se com certas facetas da vida, as pessoas com TAG têm dificuldade em identificar o medo específico e controlar as preocupações que resultam dele.

Pessoas que sofrem de TAG experimentam um medo que geralmente é irreal ou desproporcional, com relação ao que se poderia se esperar de uma situação. Eles também esperam que falhas e desastres ocorram, o que leva a um distúrbio em suas funções diárias no trabalho ou na escola e em suas atividades e relações sociais.

Sintomas típicos incluem:

Inquietação ou a sensação de estar ansioso ou à beira de algo

Ficar facilmente fatigado

Dificuldade de concentração

Irritabilidade

Tensão muscular

Dificuldade em controlar a preocupação

Problemas de sono, como dificuldade em adormecer, sono insatisfatório ou agitação

Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)

Assim como o TAG, o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) é uma doença crônica na qual o paciente tem obsessões ou compulsões que são repetitivas, angustiantes ou intrusivas. O Centro Médico da Universidade de Maryland definiu essas características:

  • Obsessões: imagens mentais recorrentes ou persistentes, pensamentos ou ideias que variam de preocupações mundanas (como imaginar se você trancou uma porta ou não) a fantasias assustadoras (como comportar-se violentamente em relação a um ente querido)
  • Compulsões/comportamentos compulsivos: rotinas repetitivas, rígidas e autodirigidas que são feitas para impedir a realização de uma obsessão. Os exemplos incluem a verificação frequente de portas trancadas ou fogões apagados, ligar para os entes queridos para garantir que estão seguros ou lavar as mãos ou limpar o ambiente ao redor para evitar ambientes sujos.

Pacientes com TOC reconheceram que seus comportamentos são injustificados ou irracionais e eles buscam aliviar a ansiedade, mas no final não conseguem parar esses sentimentos. Embora não haja uma causa definida ligada ao TOC, pesquisa mostrou que pode haver uma conexão neurológica, já que as imagens cerebrais revelaram que os cérebros das pessoas com TOC funcionam de maneira diferente.

Transtorno de Pânico

O transtorno do pânico surge quando um paciente sofre ataques breves ou repentinos de intenso terror e apreensão, conhecidos como ataques de pânico. É dito que ele desencadeia uma sensação repentina e avassaladora de mal-estar, na qual o paciente se sente como se estivesse sofrendo de um ataque cardíaco, enlouquecendo ou morrendo.

O paciente também experimenta agitação, confusão, tontura, náusea e dificuldades respiratórias.

Infelizmente, os ataques de pânico podem ocorrer em qualquer lugar, a qualquer momento e, muitas vezes, sem qualquer aviso. Eles tendem a surgir abruptamente e duram de 10 a 20 minutos, embora possam continuar por pelo menos uma hora ou mais.

A doença frequentemente desenvolve-se durante os estágios do início da idade adulta, com mulheres estando duas vezes mais propensas a ter um ataque de pânico em comparação aos homens.

Dada a natureza potencialmente devastadora dos ataques de pânico, alguns pacientes sofrem dessas “consequências” para evitar outro ataque:

  • Estar conscientes de quaisquer alterações na função normal do corpo e uma interpretação delas como uma doença com risco de vida, ou hipervigilância seguida por hipocondria
  • Uma expectativa de que ele ou ela poderia sofrer ataques futuros, resultando em mudanças comportamentais drásticas

Alguns pacientes podem desenvolver agorafobia ou evitar situações ou locais nos quais anteriormente sofreram um ataque de pânico. As pessoas que têm agorafobia evitam ir a áreas como shoppings, transporte público ou arenas esportivas, onde acham que uma fuga imediata pode ser difícil.

Fobia

Fobias são um medo irracional e evitação de um objeto ou situação particular. Aqueles que têm fobias já reconheceram seu medo como irracional ou desnecessário, mas são incapazes de controlar a ansiedade que ocorre por causa disso.

Se uma pessoa for exposta a uma fonte de medo, ela poderá sofrer um ataque de pânico que pode ter os seguintes sintomas:

Pulsação ou batimentos cardíacos acelerados

Falta de ar

Fala rápida ou incapacidade de falar

Boca seca

Dores de estômago

Náusea

Pressão arterial elevada

Tremores ou agitação

Dor ou aperto no peito

Sensação de asfixia

Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT)

Como o nome indica, as pessoas que têm transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) enfrentam sofrimentos advindos de incidentes passados como:

Combate militar

Estupro

Situações de reféns

Desastres naturais

Ter testemunhado mortes violentas

Agressões pessoais

Acidentes graves

Essas pessoas muitas vezes experimentam flashbacks do evento e, como tal, fazem mudanças comportamentais para evitar encontros com estímulos específicos.

Existem muitos sintomas de TEPT, como:

Pesadelos

Pensamentos assustadores

Suor e tremores

Recusar-se a discutir eventos da vida

Evitar coisas que provocam lembranças do evento

Sentimentos de distanciamento e estranhamento dos outros

Sentimentos de dormência emocional e mental

Interesse reduzido na vida

Incapacidade de lembrar certas partes do evento

Dificuldades de concentração

Insônia

Síndrome de lutar ou fugir

Mau humor

Irritabilidade

Transtorno de Ansiedade de Separação

O transtorno de ansiedade de separação acontece quando a ansiedade do paciente aumenta devido à separação de uma pessoa ou local que os faz sentir protegidos ou seguros. Certos casos de separação podem levar ao pânico, e se a resposta for excessiva ou inadequada, isso é considerado um distúrbio.

Este transtorno de ansiedade geralmente ocorre em crianças, com os primeiros sintomas aparecendo primeiro durante o terceiro ou quarto ano, após as férias escolares.

Alguns sintomas do transtorno de ansiedade de separação incluem:

Recusa em dormir sozinho

Pesadelos repetidos que têm um tema de separação

Angústia excessiva quando uma separação da casa ou da família acontece ou é antecipada

Preocupação excessiva com a segurança de um membro da família

Preocupação excessiva em separar-se de um membro da família

Recusa em ir à escola

Medo e relutância ao ser deixado sozinho

Dores de estômago, dores de cabeça ou outras queixas físicas

Dores musculares ou tensão

Excesso de “grude” mesmo quando em casa

Transtorno de Ansiedade Social

O transtorno de ansiedade social é um tipo de fobia social na qual o paciente tem medo de ser julgado negativamente pelos outros ou medo de humilhação pública por causa de ações impulsivas. Essa doença inclui sentimentos como medo do palco, medo da humilhação e medo da intimidade.

Pessoas que têm esse transtorno de ansiedade tendem a evitar situações como:

Usar um banheiro público

Comer na frente dos outros

Namorar

Participar de festas ou reuniões sociais

Ir para o trabalho

Entrar em uma sala onde as pessoas já sentaram

Devolver itens em uma loja

Iniciar conversas

Fatores como experiências negativas (intimidação, rejeição ou humilhação), traços de personalidade (ser introvertido ou tímido), novas exigências sociais ou de trabalho ou problemas de saúde subjacentes que podem chamar a atenção podem desencadear esse transtorno.

Segundo a Mayo Clinic, as pessoas que têm transtorno de ansiedade social mostram ter esses dois tipos de sintomas:

Emocionais e Comportamentais Físicos

Preocupação de que um paciente possa ofender alguém

Intenso medo de falar ou interagir com estranhos

Medo de que os outros notem uma aparência ansiosa

Medo de sintomas que podem indicar que você está envergonhado, como corar, suar, tremer ou voz trêmula

Evitar fazer coisas ou falar com as pessoas por medo de constrangimento

Evitar situações nas quais o paciente possa tornar-se o centro das atenções

Ansiedade por causa de uma atividade ou evento temido

Passar tempo após uma situação social analisando um desempenho e apontando falhas nas interações

Esperar as piores consequências possíveis de um evento negativo durante uma situação social

Pulsação rápida

Dor de estômago ou náusea

Dificuldade para respirar

Tonturas ou vertigens

Confusão ou uma experiência 'fora do corpo'

Diarreia

Tensão muscular