Benefícios cognitivos do Magnésio L Treonato

cérebro

Resumo da matéria -

  • Desenvolvido por cientistas em 2010, o Magnésio L Treonato é um composto de magnésio patenteado capaz de melhorar as memórias de curto e longo prazo, memória de trabalho, e habilidades de aprendizado do usuário
  • Em 2016, os cientistas descobriram que o MgT não só melhora o desempenho de idosos com problemas cognitivos em testes individuais de cognição, como também reverte o envelhecimento cerebral em mais de nove anos
  • Também foi descoberto que o MgT traz grandes benefícios para pessoas que sofrem de ansiedade, distúrbios do sono e doenças cognitivas
  • Níveis baixos de magnésio causam riscos de várias doenças sérias, como doenças cardiovasculares, pressão alta, hiperglicemia e outros sinais de síndrome metabólica, e osteoporose
  • As últimas descobertas a respeito do MgT foram consideradas muito importantes, pois relacionam a perda da densidade sináptica com o encolhimento cerebral e com os problemas cognitivos subsequentes
Tamanho da fonte:

Por Dr. Mercola

Descrito como um composto patenteado capaz de melhorar as memórias de curto e longo prazo, memória de trabalho, e habilidades de aprendizado em ensaios com animais, o magnésio L treonato (MgT) foi desenvolvido pelos cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts em 2010.

O primeiro ensaio em animais do MgT, publicado na revista Neuron em 2010, demonstrou sua capacidade de ser absorvido rapidamente pelo cérebro, o que reverteu estruturalmente aspectos específicos do envelhecimento cerebral aumentando o número de “locais funcionais de liberação pré-sináptica enquanto reduz a probabilidade de liberação”.

O magnésio já é considerado um mineral necessário para mais de 300 funções biológicas importantes para o corpo humano, como a contração dos músculos, a estabilização da frequência cardíaca, a criação de energia e a ativação dos nervos para enviar e receber mensagens.

No entanto, mesmo sendo tão importante, uma grande parte da população dos EUA é deficiente de magnésio, na qual cerca de metade não consome a quantidade recomendada: de 310 a 320 miligramas (mg) para as mulheres e de 400 a 420 mg para os homens.

Os riscos de deficiência variam de acordo com as condições de saúde e com a idade. De acordo com uma análise, pessoas idosas ou com doenças cardíacas estão sob maiores riscos de apresentarem deficiência do mineral.

Porém, não importa a idade, parece que a deficiência de magnésio é uma preocupação mundial. Em 2006, um estudo da França envolvendo 2.373 pacientes de 4 a 82 anos de idade concluiu que 71,7% dos homens e 82,5% das mulheres não estavam consumindo as quantidades adequadas de magnésio.

Níveis baixos de magnésio causam riscos de várias doenças sérias, como doenças cardiovasculares, pressão alta, hiperglicemia e outros sinais de síndrome metabólica, e osteoporose. Um estudo publicado na revista Journal of Alzheimer's Disease em 2016 mostrou os benefícios que o MgT traz para a ansiedade, distúrbios do sono e doenças cognitivas em adultos humanos.

O ensaio clínico randomizado, duplo-cego, controlado por placebo, foi feito em três instituições separadas, e envolveu participantes com idades entre 50 e 70 anos com problemas de memória, distúrbios do sono e ansiedade em seus históricos.

Resumindo, o estudo descobriu que a atrofia cerebral com o envelhecimento é natural, mas a suplementação com magnésio L treonato (MMFS-01) por 12 semanas melhorou e até mesmo reverteu os sintomas dos pacientes:

"Com o tratamento com MMFS-01, as habilidades cognitivas melhoraram de forma considerável, se comparadas ao tratamento com placebo. A flutuação cognitiva também foi reduzida.

Os pacientes do estudo tinham problemas mais severos em suas funções executivas do que os pacientes do grupo de controle com a mesma idade, e o tratamento com MMFS-1 quase restaurou suas funções executivas, demonstrando que o MMFS-1 pode ser importante clinicamente... O estudo demonstra o potencial do MMFS-1 para o tratamento de problemas cognitivos de idosos.”

Cientistas apostam na reversão do envelhecimento cerebral

Para chegarem à essa conclusão, foi feito um estudo onde foram realizados testes cognitivos de referência, com testes de segmento após seis semanas. Então, por doze semanas, os pacientes do estudo receberam aleatoriamente doses diárias de placebo ou de 1.500 a 2.000 mg de MgT, dependendo do peso corporal, e os testes cognitivos foram feitos nos intervalos de seis semanas e doze semanas, nas seguintes áreas:

  • Função executiva;
  • Memória de trabalho
  • Atenção
  • Memória episódica (capacidade de se lembrar de eventos passados).

A descoberta mais “assustadora” foi que o MgT não só melhora o desempenho de idosos com problemas cognitivos em testes individuais de cognição, como também serve para reverter o envelhecimento cerebral em mais de nove anos. As descobertas do estudo mostraram quatro resultados importantes do uso do MgT:

  1. Melhora nos níveis de magnésio do corpo — Após 12 semanas, duas coisas ficaram evidentes nos pacientes: Eles apresentaram um número consideravelmente maior de concentração de magnésio em seus glóbulos vermelhos, indicando uma alta circulação de magnésio no corpo, e uma produção urinária de magnésio considerável, mostrando que grandes quantidades do mineral foram absorvidas pelo corpo.
  2. Melhora nas habilidades cognitivas — A atenção visual e alternância de tarefas mostraram (em alguns casos, até mesmo nos testes feitos após seis semanas) melhoras na velocidade do desempenho de funções executivas e processamento cognitivo. De forma geral, os resultados apresentados nas semanas 6 e 12 pelos pacientes que consumiram o MgT melhoraram muito se comparados aos resultados dos testes de referência e dos pacientes tratados com placebo.
  3. Redução da flutuação das habilidades cognitivas — A variação no desempenho das funções cognitivas de um dia para o outro é um sinal do desenvolvimento de problemas cognitivos. Os pacientes do grupo do placebo demonstraram flutuações em seus testes cognitivos, ao passo que os pacientes do MgT apresentaram resultados mais positivos.
  4. Reversão nas medidas clínicas para o envelhecimento cerebral — Talvez esta seja a descoberta mais importante, pois explica como o MgT pode fazer com que o envelhecimento cerebral “volte no tempo”.

O MgT e a barreira hematoencefálica

O MgT melhora os níveis de magnésio no seu cérebro quando consumido por via oral, devido à sua capacidade de cruzar a barreira hematoencefálica. Uma vez no seu cérebro, ele aumenta a densidade das sinapses, que são as conexões de comunicação entre as células cerebrais, Exatamente nas regiões necessárias.

É muito importante que o magnésio chegue ao cérebro, e não basta simplesmente adicionar magnésio na sua dieta, pois o magnésio normal não alcança o cérebro para retardar o envelhecimento cerebral, como o MgT.

Até mesmo o aumento dos níveis de magnésio no sangue em 300% (também conhecido por “hipermagnesemia induzida”) não altera os níveis de líquido cefalorraquidiano por mais que 19%.

Como o MgT rejuvenesce o cérebro?

De acordo com os pesquisadores, seu cérebro não envelhece na mesma proporção que o resto do seu corpo. Por exemplo, uma pessoa de 60 anos de idade pode ter um cérebro que funciona essencialmente como o de uma pessoa dez anos mais velha. Essa variação pode ser avaliada por testes de performance e parâmetros psicológicos. Ela também pode aparecer em casos de lesões cerebrais traumáticas.

O estudo do MMFS-1 foi feito em pacientes com uma média de idade cronológica de 57,8 anos. No entanto, suas funções cognitivas demonstraram ter uma média de 68,3 anos de idade, uma diferença de cerca de 10 anos.

Mas o suplemento de MgT fez uma grande diferença: A idade cerebral média dos pacientes caiu de 69,6 no começo do estudo para 60,6 após seis semanas, uma redução de 9 anos. As melhorias continuaram ao longo das 12 semanas, e no final do estudo, a idade cerebral média dos pacientes estava 9,4 anos mais jovem, quase proporcional às pessoas com cérebros saudáveis.

O fato é que o magnésio, e mais especificamente, o MgT, causa diferenças notáveis no que diz respeito à “volta no tempo” para pessoas cujas idades cerebrais são mais velhas que suas idades cronológicas.

Estudos também demonstraram como o aumento da concentração de magnésio nas células cerebrais do hipocampo (local onde as memórias são armazenadas e acessadas) melhora a densidade sináptica e a plasticidade cerebral. Isso é muito importante por duas razões:

  • A densidade sináptica não é somente a medida da integridade estrutural das sinapses cerebrais, pois evidencias sugerem que uma densidade sináptica maior resulta em um processamento cognitivo mais eficiente.
  • A plasticidade é a medida da velocidade com a qual as conexões sinápticas podem mudar ao receberem novos estímulos. Essencialmente, é a capacidade de aprendizado a nível celular.

Distúrbios do sono e ansiedade causam declínio cognitivo

Vários estudos já exploraram os fatores que contribuem para o declínio cognitivo. Dentre eles, a insônia e a ansiedade com perdas perceptíveis de memória. Não é surpresa que pessoas com esses distúrbios têm mais chances de desenvolverem Alzheimer, como os próximos estudos podem provar.

Em uma revisão publicada em 2013, pesquisadores de vários hospitais e centros de pesquisa de San Luis relataram que os sintomas de distúrbios do sono, ansiedade e perturbações no ritmo circadiano são comuns em pacientes com mal e Alzheimer.

O resultado foi que a deposição de amiloides foi associada com uma qualidade de sono inferior, ou uma eficiência de sono reduzida (quantidade de tempo na cama gasto dormindo) em comparação com pessoas sem deposição de amiloides, apesar do tempo de sono ser similar nos dois grupos. E é importante ressaltar que “cochilos frequentes foram associados à deposição de amiloides”.

Qual é a relação do cálcio com o magnésio? Mas o que isso tem a ver com as mitocôndrias?

Existem alguns fatos pouco conhecidos, mas importantes a respeito do magnésio. Um deles é que, como os outros minerais, seu corpo não o produz, então você precisa consumi-lo de fontes externas. Em segundo lugar, o magnésio trabalha de mãos dadas com o cálcio, e a melhor proporção entre os dois minerais é de 1 para 1.

No entanto, alguns médicos estimularam erroneamente mulheres a se concentrarem no consumo de cálcio para evitar problemas com osteoporose. Mas com quantidades insuficientes de magnésio, seu coração não consegue funcionar de forma apropriada. Quando a proporção dos dois minerais favorece o cálcio, especialmente na de 2 para 1 estimulada pelos médicos nos últimos 30 anos, pode resultar em ataques cardíacos.

Em um estudo, foi considerado que a alta incidência de fraturas no quadril em pessoas da Noruega foi resultado de um desequilíbrio entre as concentrações de cálcio e magnésio na água potável local. De fato, 5.472 homens e 13.604 mulheres com idades entre 50 e 85 anos sofreram fraturas nos quadris, e, após investigações, os pesquisadores concluíram que o aumento nas concentrações de magnésio pode proteger contra essas fraturas.

Além disso, manter o consumo de vitamina K2 e vitamina D proporcional ao magnésio e ao cálcio também é importante, pois os quatro trabalham em conjunto. Por exemplo, em um estudo, pessoas com concentrações de magnésio relativamente altas apresentaram menos chances de ter deficiência de vitamina D, se comparadas a pessoas com concentrações inadequadas de magnésio.

Se você optar por um suplemento de magnésio, saiba que há vários tipos. Além disso, uma outra forma de conseguir magnésio é tomando banhos ou banhando seus pés utilizando sal de Epsom. Essa forma de magnésio, o sulfato de magnésio, é absorvida pela sua pele e aumenta seus níveis do mineral.