Um tratamento de canal pode ser a causa de problemas crônicos de saúde?

tratamento de canal

Resumo da matéria -

  • Os dentes submetidos a tratamento de canal podem abrigar micróbios nocivos, cujos resíduos metabólicos tóxicos podem ter impactos sistêmicos à saúde e contribuir para várias doenças crônicas
  • O documentário "A Raiz do Problema", da Netflix, entrevista médicos e dentistas que acreditam que muitos problemas de saúde podem ser causados por infecções dentárias ocultas
  • O principal problema quando você faz um tratamento de canal é que o dente morreu, mas permanece no corpo. Todo mundo sabe que não se pode deixar um órgão morto no corpo, senão isso vai causar uma inflamação grave
  • Mesmo que a raiz do dente seja completamente limpa, é fisicamente impossível retirar todos os patógenos dos microtúbulos, e o material residual dessas bactérias é extremamente tóxico
  • A infecção causada por um tratamento de canal está associada a um aumento do risco de doenças cardíacas e câncer, mas pode desempenhar um papel em muitas outras condições, incluindo fadiga crônica e dor crônica
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Por Dr. Mercola

Os dentes submetidos à tratamento de canal podem abrigar micróbios nocivos, cujos resíduos metabólicos tóxicos podem ter impactos sistêmicos à saúde e contribuir para uma variedade de doenças crônicas.

O documentário "A Raiz do Problema" investiga essas questões, entrevistando médicos e dentistas ao redor do mundo, que acreditam que muitos problemas de saúde podem ser causados por esses dentes infeccionados.

Os médicos entrevistados incluem:

Dr. David Minkoff

Dawn Ewing, Ph.D., autor de “Let the Tooth Be Known”

Dr. Greg Emerson

Cardiologist Thomas E. Levy, co-autor de “The Toxic Tooth: How a Root Canal Could Be Making You Sick

Dr. Stuart Nunnally, Cirurgião Dentista

Dr. Lane Freeman, Cirurgião Dentista

Dr. Gerald H. Smith, Cirurgião Dentista

Dr. Bradley Nelson, autor de “The Body Code”

Dr. Thomas Rau, diretor médico da Academia Paracelso na Suíça, um importante centro de medicina alternativa na Europa, incluindo odontologia biológica.

Dr. Mark A. Steiner, Cirurgião Dentista, especializado em odontologia sistêmica

Dr. Jerry Tennant

Dra. Candice Owens, Cirurgiã Dentista

O filme detalha as experiências pessoais do diretor de cinema Frazer Bailey (interpretado pelo ator Ben Purser), que passou uma década tentando descobrir a raiz de sua ansiedade crônica, fadiga, náusea, tontura e insônia. O trailer foi adicionado acima. O documentário completo está disponível na Netflix. Aqueles que não têm acesso à Netflix podem ver meu vídeo anterior sobre tratamento de canal.

(disponível apenas em Inglês)

Tratamentos de canais são fontes de infecções crônicas

Como explicado no filme, o principal problema do tratamento de canal é que o dente morreu, mas permanece no corpo. É bem conhecido que você não pode deixar um órgão morto em seu corpo ou ele causará uma infecção grave.

Todo mundo sabe que não se pode deixar um órgão morto no corpo, senão isso vai causar uma inflamação grave. Os dentes são estruturas vivas com suprimento de sangue fluindo por eles. Mesmo que a raiz seja bem limpa, é impossível tirar as bactérias dos microtúbulos, e o material residual dessas bactérias é extremamente tóxico.

Como observado por Smith, um dentista, seus dentes são feitos do mesmo tecido que o tecido nervoso simpático e parassimpático, por isso é importante perceber que seus dentes fazem parte de sua biologia e não podem ser separados dela. Qualquer toxina originária da sua boca será transportada através do sistema linfático pela tiróide, timo, coração e o resto do corpo.

A polpa do dente também está intimamente ligada ao sistema linfático e ao sistema autonômico — mais do que qualquer outro órgão, segundo Rau. Seus dentes também estão energeticamente conectados e afetarão seus meridianos, usados na Medicina Tradicional Chinesa.

Os dentes tóxicos estão associados à doença cardíaca

O BaleDoneen Method, uma estratégia para a saúde cardiovascular oferecida pelo Centro de Prevenção de Infarto e AVC nos EUA, enfatiza a necessidade de evitar o tratamento de canal, pois as bactérias produzidas são conhecidas por afetarem a saúde cardiovascular.

Levy, cardiologista e autor de "The Toxic Tooth", diz que a fonte muitas vezes negligenciada dos ataques cardíacos são os dentes tratados com canal e que estão infeccionados. Um estudo finlandês publicado em 2016 parece confirmar tais suspeitas, descobrindo que infecções dentárias ocultas podem de fato predispor certos indivíduos a doenças cardíacas.

Neste caso, eles não enfocaram os dentes infecionados submetidos a canal, mas a periodontite apical, uma infecção na polpa dentária da raiz do dente, tipicamente causada por cárie. De acordo com o autor do estudo, Dr. John Liljestrand, “A síndrome coronariana aguda é 2,7 vezes mais comum entre pacientes com dentes não tratados que precisam de tratamento de canal do que entre pacientes sem esse problema”.

No entanto, se uma infecção induzida por cáries tem a capacidade de quase triplicar seu risco de doença cardíaca, faz sentido que uma infecção crônica em torno de um dente morto seja igualmente ruim, se não pior, já que o dente é necrótico e, portanto, ainda mais tóxico.

Assim, embora esse estudo sugira que a resposta seja realizar um tratamento de canal no dente com a polpa infecionada, a verdade é que o canal não resolve o problema e pode, de fato, torná-lo pior. Em outro estudo, embora pequeno, os pesquisadores investigaram se o tratamento de canal e remoção de dentes do siso podem de fato contribuir para inflamação crônica.

Historia anedótica sobre o cancer — Câncer de garganta curado ao remover dentes com canal

O câncer também pode ser desencadeado por dentes infeccionados. Rau afirma que 97% das pacientes com câncer de mama entre as idades de 30 e 70 anos, submetidas a testes na Academia Paracelso na Suíça, onde é diretor médico, apresentaram um quadro de "situação tóxica ou tratamento de canal nos dentes".

Da mesma forma, Tennant afirma que 96% dos últimos 60 pacientes com câncer atendidos por ele apresentaram dentes infeccionados. Smith, por sua vez, conta a história de um de seus pacientes odontológicos que chegou ao estágio 4 do câncer de garganta. Smith observou que o câncer estava situado perto de dois dentes com tratamento de canal.

Ele removeu os dois dentes e tratou o local de extração com ozônio. O paciente também tomou alguns remédios homeopáticos e prata iônica. Em três semanas, o câncer sarou completamente, e a remissão foi confirmada com exames de sangue, tomografia por emissão de pósitrons e inspeção visual. "Esse é o impacto de dentes com tratamento de canal infecionados", diz Smith.

Todos os canais são uma fonte de infecção em algum grau

De acordo com Rau, os canais são “fontes de infecção, sem qualquer exceção”. Para sustentar essa afirmação, os especialistas do filme citam uma série de investigações toxicológicas que descobriram que 100% dos dentes extraídos estavam, de fato, repletos de bactérias perigosas.

Como observado por Levy, “a ciência mostra que os dentes com canal estão sempre infectados. A única diferença é que alguns são um pouco mais tóxicos e infecionados do que outros”. A razão pela qual nem todos com tratamento de canal sofrem de maneira perceptível tem a ver com o fato de que a resposta às toxinas varia de pessoa para pessoa.

Alguns são constitucionalmente "mais resistentes" do que outros para início de conversa. Sua carga tóxica geral de outras exposições ambientais também entra em jogo.

A remoção de um dente submetido a canal deve ser feita corretamente

Embora a remoção de um dente com canal possa ser a resposta em alguns casos, isso não deve ser feito de qualquer jeito. Você precisa se certificar de que seu dentista compreende as implicações e está familiarizado com procedimentos odontológicos holísticos. Para localizar um dentista sistêmico (holístico), consulte a lista abaixo.

A extração do dente é apenas o primeiro passo para o tratamento. Em seguida, a área deve ser drenada e as bactérias removidas. O gás ozônio é considerado indispensável por muitos dentistas holísticos nessa etapa, pois é capaz de permear o tecido ósseo e gengival, acabando com a infecção. O ligamento periodontal também precisa ser removido para permitir que o osso maxilar volte a crescer como se deve e sele completamente o orifício onde estava o dente.

Se o local de extração não for meticulosamente limpo e desinfetado (e isso vale para qualquer extração de dente, não apenas para dentes com canal), pode se formar uma cavitação — uma cavidade no maxilar repleta de bactérias. A falha em remover o ligamento periodontal também contribui para cavitações, impedindo que o osso se recupere adequadamente.

Depois que o dente com canal tiver sido extraído, é preciso deixar seu osso maxilar sarar completamente. Na maioria dos casos, isso leva, pelo menos, três meses. Uma vez confirmado por seu dentista que não há cavitação, você pode prosseguir com a substituição dentária.

Como observado no filme, há várias opções de como substituir o dente perdido nesse ponto, incluindo o seguinte. Para saber mais sobre essas opções, consulte "Alternativas mais seguras e saudáveis aos canais e outras técnicas comuns de restauração dentária".

Não substituir o dente.

Uma ponte removível.

Uma ponte tradicional, que requer a criação de coroas para os dentes de cada lado do dente perdido. Uma desvantagem significativa disso é que você sacrifica dois dentes saudáveis (em muitos casos) e aumenta o risco de que estes precisem de um tratamento de canal no futuro. Além disso, uma ponte comum dura apenas oito anos, com um intervalo de cinco a 15 anos.

Uma ponte ligada por resina, também conhecida como ponte de Maryland, que mantém o pôntico (dente falso) no lugar, unindo uma armação ao lado de trás dos dentes adjacentes.

Essa é a opção preferida de muitos dentistas holísticos, pois não envolve danos aos dentes adjacentes. Uma desvantagem é que a ponte é tão forte quanto o adesivo, então ela pode se soltar e precisar ser recolada de tempos em tempos. Também não é indicado para os dentes molares, devido às forças exercidas sobre a ponte durante a mastigação.

Uma ponte fixada por implante, que pode ser uma boa opção em casos nos quais dois ou mais dentes adjacentes estejam faltando.

Um implante — Os implantes tradicionais usavam titânio, mas hoje também há implantes de zircônia (um tipo de cerâmica). O titânio pode, em alguns casos, desencadear problemas auto-imunes. Existe um exame de sangue para determinar essa sensibilidade.

Por ser um metal, o titânio também pode contribuir para as correntes galvânicas em sua boca e distorcer o fluxo de energia no meridiano que flui por esse dente. Embora a maioria das pessoas não perceba as correntes galvânicas, outras sentem choques nervosos inexplicáveis, ulcerações, um gosto salgado ou metálico ou uma sensação de queimação na boca. As correntes galvânicas também podem contribuir para insônia, confusão mental, zumbido nos ouvidos, epilepsia e tontura.

Além do mais, se você bebe água com flúor ou usa creme dental com flúor, é importante saber que o fluoreto acelera seriamente a corrosão do titânio. O pH baixo na boca devido à acidez ou à boca seca acelera ainda mais esse efeito.

Sua melhor opção para um implante é usar um implante de zircônia. A zircônia é considerada altamente biocompatível, sendo geralmente recomendada por dentistas holísticos.

Considere suas opções atentamente

No meu vídeo sobre tratamento de canal, postado acima, eu discuto alguns dos efeitos que sofri por um dente infeccionado, que foram resolvidos depois que o dente foi extraído. É importante reconhecer que causa das cáries e dos dentes infeccionados, em primeiro lugar, está relacionada à sua alimentação, principalmente ao consumo excessivo de açúcar.

Se a sua alimentação for inadequada, sua função imunológica será comprometida, e se o seu sistema imunológico estará enfraquecido, aumentando a capacidade da bactéria causar estragos.

Agora, se tiver um dente ou mais com canal, isso não significa que você precisa correr para extraí-los. Isso significa, no entanto, que seria sensato lembrar-se desse fato caso você passe a ter um problema crônico de saúde, levando isso em consideração ao decidir sobre um tratamento para um problema crônico.

Além disso, se você estiver pensando em fazer um tratamento de canal, avalie os dados e sua situação pessoal, como os riscos à saúde, antes de tomar sua decisão. Eu também sugiro uma terapia de ozônio antes da realização de um canal ou extração dentária.

A terapia de ozônio é tipicamente administrada por meio de uma seringa, diretamente ou em volta da base do dente. Geralmente, são necessárias várias visitas para resolver a infecção. O ozônio é diretamente tóxico ao material infeccioso e também estimula o sistema imunológico.